Angola: Vinda de Obama prejudicada pela reputação “menos boa” do país PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Domingo, 24 Maio 2009 18:11

Obama Lisboa - As autoridades angolanas movem esforços com vista a persuadir a administração norte-americana a incluir Angola numa das primeiras viagens de Barack Obama a África, mas a satisfação de tal pretensão é prejudicada por dois factores: reputação “menos boa” do país: constrangimentos de segurança.

B Obama efectua em Jun e Jul as suas primeiras deslocações a África – em princípio Egipto e Gana, respectivamente. Na escolha do Gana foi determinante o “critério” do reconhecimento de um pais da Africa Subsariana que as avaliações apresentam como tendo dado passos visíveis e irreversíveis nos seus processo de afirmação democrática.

De acordo com tópicos das referidas avaliações, a competição política e eleitoral no Gana é genuína; os actos eleitorais no Gana decorrem segundo boas normas de transparência; os resultados dos mesmos são acatados e o princípio da alternância de poder é aplicado normalmente.

O critério da escolha do Gana confirma outlooks segundo as quais B Obama seguiria uma política mais exigente no sentido de levar os parceiros africanos dos EUA a aperfeiçoar os seus processos democráticos – um conceito alargado a boas práticas de respeito dos direitos humanos e transparência da governação.

Um incidente recente com o jornalista angolano William Tonnet, impedido de se ausentar do país e privado do seu passaporte, foi prontamente resolvido por meio de providências de “alto nível”, aparentemente destinadas a evitar repercussões negativas que tenderiam a ampliar-se devido a ligações pessoais do jornalista com meios influentes nos EUA.

A imagem externa do regime angolano é ainda pouco abonatória, apesar de ter melhorado ultimamente. O elemento que em maior escala contribui para tal reputação é a corrupção (AM 353); a seguir os direitos humanos. A melhoria da imagem nos EUA é resultado de acções de lóbi (AM 335), envolvendo companhias petrolíferas.

2 . Angola tem em curso uma política de mais estreita aproximação os EUA – imperativo de uma estratégia de diversificação baseada em conceitos como o de que um bom e equitativo relacionamento com todos os principais pólos da política internacional é vantajoso em termos de obtenção de benefícios/não exposição a dependências.

Nos últimos meses o Governo angolano fez demonstrações concludentes de uma attitude de boa vontade acrescida em relação à instalação do AFRICOM e denotou maior predisposição para estabelecer relações de cooperação militar com os EUA –inicialmente através do programa IMET.

Os EUA prestam especial atenção a um bom relacionamento com Angola em razão de 2 factores principais:
- Económico: é uma fonte importante de abastecimento de petróleo; eventualmente, outras matérias primas.
- Político: tem prestígio e influência regional, abrangendo a África Austral e Central; usa o atributo para fins estabilizadores.
- Segurança: tem capacidade militar; é um pilar do sistema de vigilância e controlo do Golfo da Guiné (AM 352).

3 . O MRE angolano, Assunção dos Anjos, encontra-se em Washington proveniente de uma viagem à Rússia. Em meios presidenciais, em Luanda, circulam rumores acerca de uma próxima visita de José Eduardo dos Santos (JES) à China – destinada a recompor sobressaltos recentes nas relações entre os dois países.

O Dep Estado prevê que o MRE angolano tenha instruções para abordar o tema de uma visita de B Obama a Angola (e/ou de JES aos EUA), nas suas conversas oficiais. A resposta que provavelmente lhe será dada é a de que uma visita de B Obama a Angola ocorrerá na sua primeira deslocação à África Austral.

4 . As razões de segurança consideradas “desfavoráveis” de uma visita de B Obama a Angola, nas presentes circunstâncias, decorrem de avaliações gerais segundo as quais o país apresenta lacunas de segurança (organização e funcionamento), susceptíveis de serem aproveitadas para acções contra interesses norte-americanos.

Considera-se, p ex, que o aeroporto de Luanda, para além de limitações operacionais, não observa requisitos de segurança (zona envolvente próxima densamente habitada/inconveniente organização do espaço das instalações). Estão em curso melhoramentos nas instalações, a cargo da empresa Somague.

A Delta Airlines tem planos para abrir um voo regular para Luanda, mas vem protelando a sua concretização, aguardando a criação de condições de segurança mais fiáveis no aeroporto de Luanda. A única companhia que actualmente opera para os EUA é a Sonair, uma subsidiária da Sonangol.

O tráfego de passageiros é na sua maior parte constituído por norte-americanos ligados às companhias petrolíferas que operam em Angola, ou quadros angolanos ligados ao sector. A emissão de bilhetes de voo é feita apenas a pedido das companhias ou das entidades angolanas a que os passageiros estão ligadas, de modo a evitar “intrusões”.

Fonte: AM

Actualizado em Domingo, 24 Maio 2009 18:37
 
Comentários (1)
1 Terça, 03 Agosto 2010 19:18
Angolano
Este Pais está cada ves mais patético quando se trata de sidadania, liberdade de espressção,saúde,vida digna,transparencia e humanismo.
B. Obama não visitou o Angola devido o seu pessimo histório humanitário, pulitico,e por serem falssos democratas.
Onde emquanto B. Obama sonhava em com a presidencia Jose Eduardo aprofundava cada veis mais suas raizes envenenada no solo angola gerando brotos e frusto que hoje toma o País como patrimônio famihliar tornando osgãos como a cimangol que era empresa estatal de carater publica para tornala privada entre ouros exemplos como a unitel,movicel,tv zimbu a lista é grande não caberia neste mero anexo

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